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Meu contador errou? 7 erros fiscais comuns e como verificar

30 a 40% das empresas pagam mais imposto do que deveriam. Não por desonestidade do contador — por falta de atenção a detalhes que custam caro no acumulado.

Atualizado mai/2026 · Base: CGSN 140/2018 · LC 123/2006 · Lei 15.270/2025

Como usar este guia

Para cada erro abaixo: veja o impacto estimado, como verificar com seus documentos e a base legal. Depois, calcule sua situação real com o TaxBits e compare com o que seu contador está fazendo.

01

Fator R calculado errado — você no Anexo errado

Impacto: Até R$ 950/mês a mais

O Fator R é a relação entre folha de salários e faturamento dos últimos 12 meses. Se seu contador usa média de 3 meses, ignora encargos ou esquece o pró-labore no cálculo, você pode estar no Anexo V (15,5%) quando deveria estar no III (6%).

Como verificar

Pegue o PGDAS-D do último mês. Veja qual Anexo está sendo aplicado. Calcule: folha 12m ÷ faturamento 12m. Se ≥ 28% e está no V, errou.

Base: CGSN 140/2018, art. 25

02

Regime tributário inadequado para o seu faturamento

Impacto: Até 8% de sobrecarga

Empresas com faturamento acima de R$ 2,4M/ano podem pagar menos no Lucro Presumido. Contadores costumam manter clientes no Simples por comodidade — sem simular o Lucro Presumido.

Como verificar

Peça ao contador uma simulação comparativa Simples vs LP com seus números. Se ele não souber fazer, é sinal de problema.

Base: LC 123/2006 · Decreto 3.000/1999

03

Distribuição de lucros sem comprovação de lucro contábil

Impacto: Risco de autuação

Muitas empresas distribuem lucros sem ter contabilidade formalizada. Se a Receita auditar, pode requalificar a distribuição como pró-labore — gerando INSS e IR retroativos.

Como verificar

Pergunte: 'Temos balanço patrimonial e DRE atualizados?' Se a resposta for não ou vaga, é risco real.

Base: Lei 6.404/1976 · Resolução CFC 1.329/2011

04

Pró-labore abaixo do mínimo sem justificativa

Impacto: Passivo de INSS retroativo

Pró-labore de R$ 0 ou abaixo do salário mínimo (R$ 1.518 em 2026) pode ser questionado pela Receita. Alguns contadores orientam pró-labore zero para reduzir INSS — sem avaliar o risco.

Como verificar

Veja os pró-labores declarados nos últimos 12 meses no PGDAS-D. Se zero ou muito baixo, avalie o risco com o TaxBits.

Base: Lei 8.212/1991 · IN INSS 971/2009

05

DAS calculado com receita bruta errada

Impacto: DÍVIDA com a Receita

Receitas de cancelamentos, devoluções ou descontos concedidos reduzem a base do DAS. Contador que não abate essas deduções cobra DAS a mais — e você paga sem perceber.

Como verificar

Compare o DAS emitido com o faturamento líquido real (bruto menos devoluções e cancelamentos). Diferença persistente = erro.

Base: CGSN 140/2018, art. 2º

06

CNAE incorreto — atividade tributada no Anexo errado

Impacto: Alíquota errada por anos

CNAE define em qual Anexo sua atividade é tributada. Um escritório de tecnologia enquadrado no CNAE de consultoria genérica pode estar no Anexo errado e pagando mais do que deveria.

Como verificar

Veja seu CNAE principal no cartão CNPJ. Confirme no Anexo do CGSN 140/2018 se a atividade está corretamente classificada.

Base: CGSN 140/2018, Anexos I-V

07

Compensação de créditos tributários ignorada

Impacto: Restituições não resgatadas

Empresas com recolhimento indevido têm direito à compensação ou restituição. Muitos contadores não acompanham isso — e o crédito prescreve em 5 anos.

Como verificar

Peça ao contador se há PER/DCOMP abertas ou créditos a compensar nos últimos 5 anos. Se ele não souber, há risco de perda.

Base: CTN art. 168 · IN RFB 2.055/2021

O que fazer se suspeitar de erro

  1. Não confronte sem dados. Calcule primeiro, depois compare com o que o contador entregou.
  2. Peça os documentos: PGDAS-D dos últimos 12 meses, DASN-SIMEI, contratos sociais e livros de apuração.
  3. Calcule a diferença acumulada. Multiplique a diferença mensal por 12 — você verá o impacto anual.
  4. Avalie retificação. Declarações com erro podem ser retificadas em até 5 anos. Se o erro gerou pagamento a mais, há direito à restituição.
  5. Considere troca de contador se o erro for recorrente ou se não houver transparência na resposta.

Perguntas frequentes

Posso verificar meu Fator R sem depender do contador?

Sim. Você precisa de duas informações: (1) total de pró-labore + salários + encargos dos últimos 12 meses, e (2) faturamento bruto dos últimos 12 meses. Divida o primeiro pelo segundo. Se ≥ 28%, você deveria estar no Anexo III. O TaxBits faz esse cálculo automaticamente.

Quanto tempo tenho para retificar uma declaração errada?

5 anos a partir da data de entrega, conforme o Código Tributário Nacional (art. 168). Para o Simples Nacional, a retificação do PGDAS-D pode ser feita pelo próprio portal do Simples. Se o erro gerou pagamento a mais, a restituição também prescreve em 5 anos.

Meu contador vai saber que eu verifiquei?

Não. O TaxBits calcula de forma independente com os dados que você insere. Você pode verificar antes de qualquer conversa com seu contador. A ideia não é substituir o contador, mas ter uma segunda opinião com fundamento legal para embasar a conversa.

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